Por que um site bonito pode não gerar oportunidades?
Antes de mexer no visual, descubra se falta visita ou falta contato, e faça um teste de 10 minutos no celular.
Por que o site não gera clientes: ninguém chega ou ninguém age?
“Por que meu site não gera clientes?” A pergunta costuma aparecer depois de meses com o site no ar e o WhatsApp parado. Antes de refazer tudo, separe dois problemas que parecem o mesmo e pedem soluções opostas.
- Ninguém chega
- O site tem poucas visitas: não aparece quando alguém procura o seu serviço na região, o Perfil da Empresa no Google está incompleto e nenhum anúncio leva gente até ele. Mexer no visual não resolve.
- As pessoas chegam e não agem
- As visitas existem, mas quase ninguém chama no WhatsApp ou envia o formulário. Aqui o problema está no site, e é dele que trata o resto deste texto.
Para saber qual é o seu caso, veja no relatório de Performance do Google Search Console quantas vezes o site apareceu na busca e quantos cliques recebeu, e no painel do Perfil da Empresa as visualizações, ligações e cliques para o site.
Se os números são baixos, comece pela presença local: o Google diz que perfis com informações completas e corretas têm mais chance de aparecer nos resultados locais, e que não é possível pagar por uma posição melhor. Se são bons, veja no mesmo relatório quais buscas trazem as visitas. Para uma empresa de limpeza de estofados, “como tirar mancha do sofá” atrai quem quer aprender, não quem quer contratar.
A primeira tela não diz o que você faz, para quem e onde
Quem chega quer saber logo se está no lugar certo. “Cuidando de você com excelência” sobre uma foto bonita não responde nada. “Fisioterapia ortopédica para quem corre ou treina, em Moema, com horários à noite” responde às três perguntas sem rolagem.
Olhe a primeira tela do seu site no celular, sem rolar. Ela diz o serviço, o tipo de cliente, a região e o próximo passo? Em São Paulo, o “onde” pesa: bairro, zona atendida, atendimento a domicílio ou on-line.
Falta prova de que a empresa existe e entrega
Quem não conhece você procura sinais de que a empresa é real e entrega o que promete. Os melhores são os que dá para conferir:
- Avaliações reais, de preferência as do Perfil da Empresa no Google.
- Trabalhos de verdade: fotos do serviço feito, e não de banco de imagens, e casos com o problema, a solução e o prazo.
- Registro profissional à vista, como CRM, CRO, OAB ou CAU, além do CNPJ.
Peça avaliação a todos os clientes atendidos, com o link ou o QR code do seu perfil. As regras do Google proíbem oferecer desconto ou brinde em troca e pedir avaliação só a quem ficou satisfeito. Em saúde e advocacia, os conselhos profissionais e a OAB têm regras sobre depoimentos e divulgação de resultados. Se você é advogado, veja o que a OAB permite no site.
O caminho até o contato tem obstáculos
Às vezes a pessoa quer falar com você e o site atrapalha. Muitos destes obstáculos só aparecem no celular:
- WhatsApp só no rodapé, ou telefone dentro de uma imagem, que não dá para tocar.
- Formulário com dez campos, CPF e “como nos conheceu?” obrigatórios.
- Botão coberto pelo aviso de cookies ou pelo ícone de chat, ou pequeno demais para o dedo.
- Número de WhatsApp antigo, ou formulário que chega num e-mail que ninguém abre.
O passo a passo para corrigir cada ponto está em como transformar visitas em contatos.
O site demora para abrir no celular
Quem procura um serviço no bairro muitas vezes está no celular, no 4G. Se a página demora, a pessoa pode voltar à busca e tocar no próximo resultado.
Teste o endereço no PageSpeed Insights e olhe o resultado para celular, em especial o LCP, o tempo até o maior bloco de texto ou imagem da tela aparecer. O Google considera bom 2,5 segundos ou menos.
O texto serviria para qualquer concorrente
“Qualidade, compromisso e excelência” estão no site de quase todo concorrente. Se der para trocar o seu logotipo pelo de outra empresa sem mudar mais nada, o texto não ajuda ninguém a escolher você.
Escreva com as palavras do cliente: “dor no joelho ao subir escada” é como o paciente procura no Google; “reabilitação musculoesquelética” é como o fisioterapeuta fala. Uma marcenaria que explica “medição no local, projeto em 3D e data de instalação no contrato” diz mais do que “móveis com qualidade”.
Ninguém sabe de onde vêm os contatos
Sem medição, toda mudança é palpite. É comum o site ter Google Analytics instalado e ninguém olhar, ou contar visitas e não os cliques no WhatsApp.
O mínimo é saber quantos cliques no WhatsApp e envios de formulário o site gera por mês e de qual canal vieram os clientes que fecharam. Como configurar essa contagem no Google Analytics está no primeiro passo de como transformar visitas em contatos.
Teste de 10 minutos no seu site
Faça agora, com o celular na mão, e anote o que falhar.
- Busque o seu serviço com o bairro, como “psicólogo em Pinheiros”. A empresa aparece no mapa, com fotos, horário e avaliações recentes?
- Fora do Wi-Fi, abra o site numa aba anônima e conte os segundos até a primeira tela aparecer.
- Mostre essa tela a alguém de fora por cinco segundos. A pessoa sabe dizer o que a empresa faz, para quem e onde?
- Procure uma avaliação, um caso ou um registro profissional. Achou em menos de 30 segundos?
- Toque no WhatsApp. Abriu a conversa com o número certo e uma mensagem pronta?
- Envie o formulário. A mensagem chegou? Quem respondeu, e quando?
- Rode o PageSpeed Insights e veja o resultado para celular.
- Responda: quantos contatos o site trouxe no mês passado?
Se o item 8 ficou sem resposta, comece pela medição. Se o item 1 falhou, a prioridade é ser encontrado. Se falharam os outros, corrija primeiro o que impede o contato, como um botão quebrado, e depois a primeira tela, as provas e a velocidade.
Quer uma leitura de fora? O diagnóstico gratuito da Agência Tenorio indica as prioridades, e a Auditoria de Presença e Conversão, por R$ 147, mostra em vídeo onde o site perde contatos.